segunda-feira, 26 de abril de 2010

RESPOSTA PARA HABITAÇÃO JUVENIL: PROGRAMA CASA PARA TODOS

Hoje, enquanto escutava na RCV on-line, o debate parlamentar sobre a questão da habitação, mais precisamente o projecto/programa Casa para Todos, fiquei perplexo com a declaração do Jovem lider paralamentar do MPD. Como é que um jovem como o Fernando Elísio, deputado e líder da bancada do MPD e ex. Presidente da JPD (de quem se espera uma posição sempre em defesa da Juventude  caboverdiana), pode ir ao ponto de ser contra o programa casa para todos. Disse-o sem meias cantigas. Credo!!! Tudo porque têm uma perspectiva negativista (suportado pelo seu partido MPD), acerca de tudo o que este Governo, liderado pelo primeiro Ministro, Dr. José Maria Neves, e suportado pela maioria parlamentar do PAICV, pensa, executa e projecta para responder às necessidades destes Novos Tempos.
Realmente, se somos unânimes que a Educação é a primeira grande resposta deste governo para os desafios dos tempos modernos, não é menos verdade que uma outra prioridade para a Juventude Caboverdiana tem a ver com a questão da habitação juvenil.

De facto é um grande desafio o programa "Casa para Todos". Tão grande que tem desorientado a oposição, que com falsas questões tem tentado desacreditar o programa que irá promover a construção de milhares de novas moradias nos vários centros urbanos do país, assim como patrocinar a intervenção em outros milhares de moradias já existentes, para a sua reabilitação.

Estamos perante a concretização daquilo que o primeiro-ministro chama de “novas gerações de políticas para os novos desafios que se impõem a Cabo Verde”.

Estas respostas para os novos tempos, mais do que responder a necessidades pontuais, pretende também numa visão de futuro, contribuir significativamente para a redução do deficit de habitações próprias, reduzir custos dos mesmos e tornar o acesso mais facilitado às camadas menos favorecidas e acelerar o processo de transformação de Cabo Verde, dando a possibilidade de "todos os cabo-verdianos" terem acesso a um direito garantido constitucionalmente, que é o de uma habitação condigna.

O programa engloba várias vertentes, para além das de construção de moradias (Habitarcv) e de reabilitação de habitações degradadas. Envolve a problemática do acesso ao solo e acesso ao solo urbanizado para "inventariar a disponibilidade de solo para urbanização nos concelhos e criar reservas de solo para habitação de interesse social.

Devíamos ficar todos felizes, incluindo a oposição, porque a Juventude Caboverdiana será o grande beneficiário desta acção e também porque de facto o projecto já arrancou no âmbito de uma linha de crédito conseguido pelo Governo de Cabo Verde junto do Governo Português, com 50% do empréstimo concessionado por este, sendo as condições da sua negociação bastante favoráveis, visto que o período da sua amortização é de 30 anos, com o período de carência de 10 anos, a uma taxa de juros de 1,7%.

Os beneficiários, por uma questão de transparência, foram divididos em três classes segundo o rendimento mensal bruto (Classes A, B e C), sendo que cerca 43% dessas casas destinam – se as famílias pertencentes a classe A, que são famílias com rendimentos muito baixo ou mesmo sem qualquer. A execução desde pacote irá iniciar imediatamente e espera – se arrancar com a construção de pelo menos 1.000 casas, ainda este ano de 2010.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O emprego, uma prioridade absoluta de JMN e do PAICV

A criação de emprego continua a ser para o PAICV a grande prioridade. O PAICV reforça a sua determinação à luta para a criação de emprego. JMN na sua moção de estratégia, Novos Tempos, Novas Respostas afirma “Faremos do emprego o elemento central da transformação, constituindo um objectivo estratégico que atravessa todos os sectores e toda a actividade governativa”.

O emprego é o grande problema nacional. Um problema com raízes estruturais. Um problema cuja amplitude requer a atenção e participação de todos.

Por isso, o líder do PAICV propõe na sua Moção de Estratégia a toda a sociedade a celebração de um Pacto Nacional para o Emprego. A ideia mestra é congregar todos os esforços públicos, privados, dos sindicatos, das ONG’s e Associações, numa plataforma para vencer o desemprego.

De acordo com o documento em referencia, a Agenda a seguir pretende introduzir profundas mudanças na economia, com uma orientação clara para a criação do emprego:

• Promover o crescimento de uma economia geradora de emprego, com uma aposta no fortalecimento do sector privado, na melhoria do ambiente de negócios e de investimento, na implementação de novos mecanismos de facilitação do acesso ao financiamento, no desenvolvimento das micro e pequenas empresas e densificação do tecido empresarial, no aprofundamento dos sectores nucleares e no investimento em novos sectores económicos;

• Incentivar o emprendedorismo, especialmente o empreendedorismo juvenil, para estimular uma cultura de empreender e apoiar a criação de novos negócios e desenvolver o auto-emprego;

• Reforçar políticas activas de criação de emprego, de entre as quais a formação profissional, estágios profissionais, incentivos para a promoção da inserção no mundo de trabalho especialmente para empresas que recrutem jovens à procura do primeiro emprego, bem como o auto-emprego;

• Qualificar as pessoas e particularmente os jovens, com o desenvolvimento e extensão da educação e a integração do sistema Educação/Formação Profissional/Emprego, para criar saídas profissionais aos diferentes níveis, de forma a preparar os jovens para a integração no mercado de trabalho, bem como a preparação dos jovens para a sociedade do conhecimento;

• Diminuir os custos de contexto e dos factores para as empresas, com a modernização das infraestruturas, a simplificação e redução do custo dos actos e procedimentos administrativos.

Por tudo isto ouso dizer a todos os jovens de Cabo Verde que a juventude está no centro de todas as atenções do PAICV e que a Juventude deve apoiar JMN e apostar no PAICV em 2011 para que Cabo Verde e a Juventude Cabo-verdiana continue a ganhar, pois que estas novas respostas que JMN propõe para 2011-2015 visa sobretudo investir na juventude e promover o emprego dos jovens permitindo-nos assim realizar os nossos sonhos, ambições e desejos.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Educação e Ensino.

Na senda do nosso primeiro post colocado e da temática em debate neste fórum sobre as novas respostas para a Educação, gostaríamos de debater aqui a ideia proposta na Moção de Estratégia do Dr. José Maria Neves. Pensamos que as novas respostas apresentadas devem ser socializadas e debatidas por todos, especialmente pela juventude.

Você também pode propor temas para debate neste fórum e dar a sua opinião de forma livre e aberta.

A Moção de estratégia do José Maria Neves, neste particular sobre a educação e ensino, aponta os próximos desafios e as novas respostas. De acordo com o mesmo “… Antes, tivemos que construir liceus, tivemos que alargar o ensino secundário, tivemos que financiar o desenvolvimento do ensino técnico e formação profissional. Tivemos que criar a Universidade de Cabo Verde. Agora teremos que apoiar aqueles jovens que saem dos liceus, das escolas de formação profissional, da universidades, a criarem as suas próprias empresas. Estas são as novas respostas para os novos tempos.”

Obviamente aqui estaria a falar dos jovens que já estão no sistema e a terminar as suas formações. E para os milhares de jovens que anseiam e aspiram uma formação técnica, profissional ou superior? Aqui também José Maria Neves nos aponta, os novos desafios ao afirmar “…Mas temos de prestar atenção às novas exigências e aos novos desafios dos jovens que estão à procura de estudar nas universidades. Para já novas respostas é criar condições para termos um Sistema Nacional de Bolsas de Estudo para que os jovens e adolescentes mais carenciados possam ter acesso ao Ensino Superior.
Teremos que começar a criar também novos mecanismos de financiamento do Ensino Superior: Governo, para bonificar os juros, negociar com os bancos o alargamento do prazo para o pagamento da prestação de empréstimos para as Bolsas e negociar taxas de juro mais favoráveis para as famílias mais carenciadas em Cabo Verde.
Teremos que trabalhar para a Universidade ser um espaço aonde irá haver ensino profissionalizante, como já começa a haver em todas as ilhas de Cabo Verde. Num país arquipelágico, universidade não pode ficar na Praia e em São Vicente. Num país-arquipélago um jovem da Brava, do Maio, de São Nicolau deverá ter as mesmas oportunidades que um outro de Santa Catarina de Santiago, da Praia, do Mindelo ou de Ribeira Grande. Por isso, teremos que aproveitar as tecnologias que já estão à nossa disposição para desenvolvermos rapidamente o ensino à distância.
…É fundamental encontrarmos estas novas respostas para estes novos desafios. Se já criamos a universidade, ..., se já desenvolvemos novas tecnologias, então agora teremos que dar respostas aos desafios que emergiram nestes novos tempos. Teremos que fazer isto para os jovens cabo-verdianos. Este Governo assume este compromisso de gerações.
Jovem de Cabo Verde, para nós a juventude cabo-verdiana está no centro de todas as atenções. Os investimentos que estamos a realizar na educação, na saúde, na formação profissional, na infraestruturação desportiva são coisas tamanhas demais para um país como Cabo Verde.”

Assim, resumidamente ficam aqui as principais ideias para a educação e a formação, que são e serão as principais alavancas de emprego e de ascensão social em Cabo Verde:

• Todos os cabo-verdianos até os 18 anos de idade no sistema de educação ou de formação profissional;

• Criar saídas profissionais tanto no ensino secundário como do ensino superior, em clara ligação com o emprego para que os jovens estejam preparados para integrar o mercado de trabalho;

• Criar um Sistema Nacional de Bolsas de Estudo para que os jovens mais carenciados possam ter acesso ao ensino superior, conceder bolsas de mérito e bolsas de investigação;

• Implementar novos mecanismos de financiamento do ensino superior;

• Negociar com os bancos a concessão de créditos com juros baixos bonificados pelo Estado e alargar os prazos de pagamento;

• Criar fundos de garantia para facilitar o acesso aos estudantes mais carenciados que não são elegíveis ao crédito bancário;

• Investir na educação e inovação cultural, nos sistemas educativos, e criar incentivos a escolas de música, dança, artes plásticas, artes cénicas, etc. Será importante investir igualmente na gestão cultural;

• Desenvolvimento do ensino superior a distãncia;
  • etc.
O que pensa sobre tudo isto?
Quais são as tuas ideias para respostas, ainda, mais ousadas no dominio da Educação e Ensino?



POEMA STRELA NEGRA

STRELA NEGRA


De Cruzero Sul pa Strela Polar

M-anda céu intero na luar

Pindrado na bu colar

T’obi segredo de bu falar

//

Strela d’Oriente

Ilumina-nu pa frente,

Nos mente torna mas claro

Na tchon d’Africa menos escuro

//

M-lapi na bu suor

Dento gemido e dor,

Cu gritos e lágrimas na peto,

Na som de vitória e afeto

//

Africa,

Odjos negros

De brilhos diamantinos,

Dixa-m entrega nha causa,

Nha bida,

Tudo pa bo.


by: Napoleão Andrade

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

NOVOS TEMPOS. NOVAS RESPOSTAS: MUNDU NOVU

Com o regresso do PAICV ao poder em 2001, liderado por José Maria Pereira das Neves, o povo das ilhas viu a sua esperança renovada. Aquela esperança, que o MPD do Dr. Carlos Veiga, Gualberto do Rosário e Cia, tinham retirado ao povo destas ilhas.
Efectivamente, estes dois mandatos do Dr. José Maria Neves e do PAICV, mostrou que, não só no discurso, mas essencialmente na prática, alterou-se a forma de governar em Cabo Verde, renovando a esperança e confiança, através de um processo de boa governação, infra estruturação e modernização do país. Se os dois mandatos do PAICV em nada se comparam ao período “rabentola” do MPD, eis que o líder do PAICV, com a inteligência que se lhe reconhece, distancia ainda mais dos eventuais concorrentes, ao não perder de vista a visão que Cabo Verde cresceu mais do que o projectado para dois mandatos e passou a ter novas ambições. Mais do que o simples perceber, JMN apontou já respostas ousadas, para os grandes desafios de Cabo Verde para os novos tempos que se avizinham. Parafraseando-o, hoje em dia já não se pedem aeródromos em Cabo Verde, pedem-se aeroportos internacionais; já não se pedem caminhos vicinais, pedem-se estradas asfaltadas; já não se pedem um simples caderno escolar, pedem-se computadores portáteis. etc. Deverás, senhor primeiro ministro, o país desenvolveu de tal forma nestes dois mandatos do PAICV, que é legitimo que a Juventude tenha essas novas ambições e que tão bem v.excia soube antecipadamente responder.
A escolha do tema Novos Tempos, Novas Respostas, para apresentar ao partido e a população em geral a sua visão de transformação de Cabo verde no pós 2010, não poderia ser mais feliz, porquanto jovem, encerra em si as respostas que a Juventude Cabo-verdiana almeja. Assim, torna-se um imperativo, para que Cabo Verde, continue a crescer, que sobretudo nós Jovens o apoiemos para continuar a liderar o destino deste Cabo Verde, que hoje é cada vez mais global e necessário no contexto mundial.
Escolhi como a primeira resposta o Mundu Novu, por tudo que este projecto representa, mas sobretudo porque a educação é a via principal para o desenvolvimento économico e social de Cabo Verde, sendo este programa uma resposta as novas ambições para o sistema de ensino em Cabo Verde.
Todos estamos conscientes, alguns ( a oposição) com tristeza mas consciente na mesma, de que Cabo Verde tem tido uma grande evolução tecnológica, sobretudo no domínio da governação electrónica, da modernização da administração pública e da simplificação da vida dos cidadãos e empresas.
Neste contexto, os nossos professores e tão pouco os nossos alunos não poderão ficar alheios a esse sistema.
O programa Mundu Novu, a que muitos da ala da oposição desejam insucessos, com inveja por não terem tido a ideia no tempo deles, já é e vai ser uma realidade em Cabo Verde. È um programa grande, continuo e faseado que engloba desde a infra estruturação, à conectividade das escolas, a produção de conteúdos, à formação dos professores em TICs, à revisão curricular, à integração com outros sistemas da governação electrónica, à distribuição de equipamentos terminais (computadores e portáteis), à edificação de plataformas de e-leraning para um sistema de educação mais inclusiva para um país arquipelágico como o nosso, até inclusive atingir e fomentar o sector privado na garantia da sua edificação e sustentabilidade (manutenção, etc.).etc.etc. O objectivo é único: diminuir a separação entre a escola e o meio envolvente onde estão inseridos os alunos, professores e encarregados de educação, cada vez mais dominado pelo acesso aos serviços tecnológicos e a Internet.
Com a resposta Mundo Novu, as exigências pessoais de conhecimento, extravasam os muros da escola, da cidade, das ilhas e do país. Quando leio, alguns blogueiros de serviço, sobre o assunto, apetece-me Senhor Primeiro-ministro, permita-me, pedir-lhe que perdoe-os porque não sabem do que falam.
Feliz do país que tem um Governo, uma maioria parlamentar e um primeiro-ministro, que em apenas dois mandatos (ainda incompleto), no ensino, para além de todas as boas medidas tomadas, como por exemplo a institucionalização e dinamização do sector Universitário Público e Privado no país, democratizando o acesso ao ensino superior a todos, antes inexistente, consegue ainda ter tempo e resposta para começar a alterar a concepção tradicional do processo de ensino-aprendizagem, estabelecendo pontes com outros universos de informação e a outras situações de aprendizagem.
Permitam-me um parêntese, para questionar directamente o Senhor primeiro-ministro, que há de nos confessar um dia, como consegue num país como cabo verde, reformar em todas as áreas, como esta a fazer e com sucesso. Não estranhe todos os elogios de José Sócrates, Hilary Clinton, Barack Obama, entre outros. O senhor esta a fazer num pequeno país o que eles gostariam de fazer no país deles. Reformar em toda a extensão da governação e com sucesso no plano interno e externo. Parabéns.
Retomando, a linha do pensamento, estamos em crer, não seria de mais afirmar que os alunos, pais e encarregados de educação e a classe docente lhe farão o justo reconhecimento em 2011. Aptece-me dizer: Yes We Can !
O início do combate ao desemprego, problema estrutural em qualquer país, mormente em período de crise financeira internacional, começa pela resposta do Mundu Novu e na integração das tecnologias na educação para o desenvolvimento integral da formação de alunos, preparados para o mercado de trabalho.
Hoje não basta saber ler e escrever. Neste mundo em constante mudança e transformação, deve-se adquirir competências transversais, de forma a desenvolver um espírito aberto, flexível e capaz de se adaptar e evoluir nos novos contextos de trabalho. No próximo ano lectivo, que arranca em Outubro de 2010, um mundu novu, tá “ conqui na nos porta …” e este mundo irá ter iniciativas que procuram fomentar a introdução dos computadores e da Internet nas escolas, criando condições para que professores e alunos possam usufruir da diversidade de informação on-line, da comunicação, da colaboração e partilha com outros. Aspectos estes, cada vez mais relevante, hoje em dia, no processo de aprendizagem e ensino, bem como de sucesso profissional. Desejo a todos os alunos, professores, pais, encarregados de educação, bem como a todos colaboradores do sistema educativo cabo-verdiano um bom “novu” ano de 2010, repleto de sucessos, e augurando que continuemos sempre juntos por AMOR A TERRA e a CABO VERDE.